A boba apaixonada, e o vendedor de ilusões …

Eu era nova ali, andava meio perdida … Até que me apareceu um anjo, desses de rosto de amor, jeito de flor, encanto em cada canto … Como eu não conhecia nada, nem ninguém, não conhecia aquele anjo também. Só o que ele me mostrava … E ele sempre se mostrou bom, palavras tão doces, coração grande … Aos pouquinhos, fui me apaixonando por aquele anjo, descobri um novo mundo, romântico, mundo de amor, palavras sem dor, como eu nunca tinha visto antes. Ele me dava, tudo que eu queria. Supria, essa carência, essa crença, sonho de uma história de amor, que eu tinha trancado dentro do peito. Na verdade eu achei que nunca ia encontrar alguém que pensasse como eu, que esse romance já tinha se perdido. Que eu era a única boba apaixonada, que ainda sonhava em casar, ter filhos, e passar uma vida inteira ao lado de quem se ama … Mas nesse anjo eu encontrei, tão ou mais sonhador que eu. Trazia flor, beijinho, carinho. Tinha um abraço tão bom, tão dom de me fazer sorrir … Vivia nas nuvens, no meu castelo encantado, meu sonho guardado, que finalmente tinha virado realidade. Ele me deu o mundo, ele me deu tudo … e me tirou tudo também.
Uma semana depois, de ouvir o tão esperado ” Eu te amo.” e o coração já tão apaixonado, ter festejado de amor. O sonho caiu, o anjo sumiu. O que um dia ele sentiu, não sentia mais … E eu fiquei lá, paralisada, chocada. Caí de cara no chão, e não sabia como levantar. As forças para superar já estavam se esgotando. Meu coração, já era tão machucado coitado, não merecia tal decepção … E lá saiu eu, atrás de curativo para o coração bobão, que mais uma vez tinha acreditado no impossível. É, era perfeito demais para ser verdade. Eu sei, deveria ter desconfiado. Mas, o coração apaixonado, é cego, cê sabe … E o meu sentimento, destruído por aquele coração de vento, daquele tal ” anjo.” Que depois eu viria a descobrir que nunca fui tão anjo assim, só tinha uma lábia muito boa. Um coração a toa, frio como o inverno … Seu amor eterno, não durava ao menos um mês. Sua fama de ” colecionador de amores” era forte. Eu era apenas ” O amor da vez.” A conquista barata, diversão. Brincadeira de fazer amar, daquele menino, que na verdade, amar mesmo, ele nunca soube o que é. Tem o que quer, não sabe sentir. Joga com as pessoas, e ainda sorri. Ele é feito de pedra moça, é sim …
É não foi fácil, para uma apaixonada a moda antiga, descobrir aquele contemporâneo ” amor de mentira.” Eu sofri, eu chorei, não aceitei. Tentei mudar, procurei todos os motivos para acreditar que não. Mas chegou uma hora, que não tinha mais jeito. Eu tinha que aceitar o feito. A dor no coração. E foi aí que eu vi, que todos estavam certos, já tinham me avisado do tal coração vazio, que tinha aquele menino. Mas eu não queria acreditar, era só ele me lançar aquele olhar, que tudo ia por água abaixo … Com o tempo, eu descobri que aquele olhar também era de mentira, suas palavras eram frias. Ilusão, de um abraço tão apertado, que na verdade não tinha era nada de paixão ali dentro. Um falso amor, um grande ator. Um colecionador de amores, e de dores ao mesmo tempo …

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