Quando te vi com ela …

É como se visse a dor, rindo a minha cara. Ali, brincando com as lágrimas … O vento levou … Demorei tanto, tanto para conseguir construir a minha armadura. Tijolo a tijolo, eu construi, eu sorri … E de repente, o vento levou, tudo, tudo, de novo, ele levou tudo. E eu fiquei ali, encolhida … tremendo, sem saber o que fazer … Estava ali parada, chocada, agoniada. Ali, doendo a mesma dor, desesperando o mesmo desespero. Como pode doer tanto? Era só o que conseguia pensar …Tinha raiva, medo, dor, amor e repulsa por ainda sentir esse mesmo amor. Por ele estar ali onde não deveria haver nada … Vontade de arrancar. Despedaçar, despetalar, deixar em pedaços, para aprender a não despedaçar mais assim sozinho …   Mas quem disse que o coração ouve? Ele parece que gosta de sofrer… Ele é frágil. Coitado, bate um vento, e lá vão as feridas se abrir novamente. E aí, ele já não tem mais forças, para levantar… Te ver com ela. Te ver com outro amor. O mundo desabou, a tempestade chegou e levou tudo, estraçalhou tudo que via pela frente dentro de mim. E eu tinha que sorrir, fingir que estava tudo bem e que eu não queria voar no pescoço dela toda vez que os via juntos … Te imaginar apaixonado por ela. Dando o mesmo carinho para ela que deu para mim um dia. O mesmo abraço, o mesmo olho brilhando que eu tanto amei era para ela que você tinha. Despedaçava, meu coração quebrou em mil e um pedaços todos os dias. E eu tinha que tentar juntar sem ninguém perceber. Ninguém podia saber que ainda sentia. Ninguém podia saber que ainda te queria mais do que nunca. Era desejo proibido. Era impossível. Eu não podia te querer. Eu ficava ali. De alguma maneira eu sabia que iria me machucar, mas eu olhava para ver se assim eu me conscientizava de que não era mais meu. Mas o coração nunca entendeu, nem que eu esfregasse na cara dele. Ele não queria acreditar e ponto. Eu ficava ali, olhando você passar. O jeito com que você mexe no cabelo. Que eu achava tão lindo. Olhando e chorando, porque não era mais meu. Me sentia culpada. Algumas vezes cheguei até a me sentir inferior. Era a única boba apaixonada, que ainda queria e desejava o teu amor. Eu fiz muito por impulso. Sabe aquela hora que nada mais importa, que você não pensa em mais nada e faz? E quando a fixa caía, não tinha mais quem a levantasse. Batia, quebrava tudo que via pela frente e me perguntava o porque de ainda estar ali. O quando que ouvi moreno, o tanto que ouvi que não valia mais a pena. Que você estava em outra e eu tinha que te esquecer. Eu também queria te esquecer. Se pudesse escolher teria lhe arrancado do coração ali naquela mesma hora. Mas infelizmente não tenho esse poder. Sorry, não tenho um botão de ligar e desligar sentimentos. Foi difícil moreno, aceitar que você e o meu sonho de você tinham ido embora, com os fortes ventos que chegaram …

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Esse seu papo de ir e voltar quando bem entende …

Esse teu papo de ir e voltar quando bem entende. Chega. Preciso dar um fim nisso antes que isso se torne o meu próprio fim … Por um momento tudo é bom. Aquele onde estamos sozinhos, sem amigos, sem ninguém. O meu menino doce, meu menino de carinho, o meu abraço apertado. De repente, repentinamente aparece alguém e eu choro por ver o vilão, que até então se fazia de mocinho. Me lança as palavras mais frias e rudes que cravam como uma faca em meu peito. Sou obrigada a sair correndo, me desabando por dentro estrada a fora. A ali mesmo eu juro para mim que essa vai ser a ultima vez. Que não vou mais deixar isso acontecer. Que daqui em diante tudo vai ser diferente. Então por aí eu vou catando os caquinhos do coração que você deixou. Tentando juntar assim meio torta. Toda roxa. Já bem machucada. E quando tudo já está sarando? Você chega, com tua mão em meu cabelo, no queixo. Me pega assim pela cintura e teu beijinho na nuca. E ali se vai toda a minha luta em te esquecer; E a cada vez que isso acontece me sinto mais fraca. Me culpo por não conseguir te mandar embora. Me livrar desse amor que de amor já não tem mais faz tempo. A não ser de minha parte. Acho que estou amando sozinha aqui não é? Amor esse que você usa, abusa. Faz de gato e sapato para conseguir o que quer, a hora que quer. Como se um fosse um objeto. Um brinquedinho na estante. Que você pega, usa, e coloca de volta quando cansou de brincar. Coloca de volta para quando estiver afim de usar mais uma vez. E aqui eu vou ficando. Tentando consertar as marcas que você me traz. Tem uma ferida aqui, que foi a primeira coisa que eu lhe disse quando nos conhecemos. Disse que era machucada, que tinha medo. Que não aguentaria mais uma partida. Não aguentava mais chorar por tantas idas. Tem uma ferida aqui, e você faz questão de remexe – la mais um pouco de tempos em tempos. Chega, não aguento mais isso. Chegou a hora de virar o jogo. Vou ter me livrar de todas as lembranças que tenho aqui entranhadas. Arrancar uma por uma, botar num saco, e por no lixo. Junto com esse teu amor sem amor. Que já passou do prazo de validade.  Meu coração não é aeroporto, não aceita viagens temporárias. Tem alguém dentro dele. Uma pessoa sabe. Um sentimento. Do qual você não tem o direito de brincar em seus voos sem importância. Chega! Vou fazer isso que agora antes que eu perca a coragem. Pegue as suas coisas e vá embora. Chegou a hora. Alias, já passou da hora de você ir. Adeus. Esqueça onde eu moro. E o meu número de telefone. Leia o bilhete que te escrevi … – Não volte, quando se der conta do que estrago que fez em nós dois. Eu não vou estar mais aqui …

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Tarde da noite, passou um filme de nós dois na cabeça …

Um filme romântico passando na televisão … E aquele filme que passava na minha cabeça também … Imediatamente me vinha aquele rolo de imagens, lembranças gentis, nossas memórias juntos. Olho para o lado, aquele sofá vazio. Lembro de quando você estava ali ao meu lado. Nosso filme colado. Nossa guerra de travesseiro … Sabe quando de repente a mente se enche de pensamentos e aos poucos os olhos se perdem em meio a aquele mar de lágrimas que vem vindo? As lembranças estão em todo o lugar. Tudo me lembra você. Tá bem difícil moreno. Eu fico tentado me convencer de que eu preciso superar, de que a vida é assim. Como eu comecei, poderia terminar. Mas eu nunca fui boa com términos. Me dão medo. Sinto como se tivessem te arrancado de mim a força, um imenso desespero me toma. Desespero esse que dá lugar a dor. Você foi embora porque quis ir. Isso me dói mais do que tudo. Saber que está bem sem mim, é como uma facada. Lateja e não me deixa esquecer nunca. Tenho dito ao coração que você não faz mais parte da minha vida. Que pode estar com quem quiser. Que não devo me importar nem deve doer. Mas quem disse que o coração escuta? Parece criança birrenta, não quer te perder. Se contorce de dor e bate o pé o tempo todo aqui dentro. E eu tenho tentado controlar. Mas te confesso que tá bem difícil. Tenho tido furacões diários, é como se tivesse sido soterrada. O mundo caiu e cai em cima de mim todos os dias. E eu estou sem forças para levantar … Ali estática, parada ali no cantinho. Com o coração gritando. E eu ali sem poder chorar … Outro dia, sei que não devia, mas fui olhar algumas fotos de nós dois. É, tudo que eu não consegui chorar antes, chorei ali. Aquela foto, ficou marcada com as lágrimas que caíram. Ontem a noite ouvindo música, a nossa música tocou. Levantei rápido para passar e aquela tortura terminar. O dedo estava ali no botão, mas aquelas horas a dor já era tanta, que mudar não ia adiantar. E eu também não ia conseguir fazer isso. Então resolvi deixar … Tem sido uma semana difícil. As pessoas andam tentando fazer de tudo para me distrair mas ultimamente nada anda me animando. Tenho tido vontade de gritar, ir para um lugar sem ninguém e gritar. Para ver se toda essa dor sai daqui de dentro … E assim eu vou, desviando pouco a pouco das barras que é a saudade de você … Me convencendo de que preciso te esquecer. Mas o coração não quer entender. Eu sei que tudo vai passar um dia. Mas agora, me parece tão grande. As vezes acho que nunca vou te esquecer, ou amar alguém como amo você. É moreno, acho que eu vou ter que aprender a viver com o coração doendo não é?

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TAG: Scarlet Moon Blogger Award

GG

Hoje um post um pouquinho diferente amorecos! Vim responder a TAG SCARLET MOON BLOGGER AWARD, fui indicada pela Jaqueline do Blog O Eu Insólito . Muito obrigada pela indicação linda! Fiquei feliz em receber … Bom então hoje vim responder a algumas perguntinhas, vem comigo conferir? ❤

QUAL SUA MAIOR QUALIDADE?

Tenho uma sensibilidade extrema. As vezes sim, é muito defeito, é muito ruim. Mas também é essa sensibilidade que me faz enxergar coisas que ninguém mais enxerga e poder me libertar e apesar de toda a frustração e enxergar o que tem por trás das pessoas e das coisas.

COMO LIDA COM A SOLIDÃO? FEZ OU FAZ PARTE DA SUA VIDA?

Não, não acredito que esteja só. Sou religiosa, e acredito em meu Deus, Santos e meus anjos da Guarda. Com eles nunca estou sozinha.

JÁ ABRIU MÃO DE ALGUM SONHO?

Só os que percebi que não verdade não eram sonhos. Quando sonhava com algo que na verdade depois vi que não era bem assim. Ou que não era de verdade.

INDICO PARA RESPONDER A TAG OS SEGUINTES BLOGS:

A carta de adeus do meu amor …

Mesmo um tanto quanto desconjuntada, levantava, encontrava alguns motivos de ilusão, para continuar tentando … Quantas vezes caída ali no chão chorando compulsivamente eu gritava que não aguentava mais e que iria desistir de tudo. Mas alguns minutos depois secava as lágrimas, sufocava toda a dor e dizia a mim mesma que ainda valia a pena. Que ainda podia dar certo. Não sei se realmente achava que pudesse dar certo. Ou se queria acreditar nisso. Quantas e por mais vezes que perdi a conta, esqueci de mim. Podia estar doendo. Despedaçada por dentro. Mas a única coisa que queria era cuidar de você. Que você estivesse bem. Em algumas vezes, acabava me fazendo mal. Mal porque enquanto eu tanto me quebrava aqui para lhe cuidar, você estava lá cuidando, sorrindo e cantando para outra. Mal porque em nenhum momento quis saber se eu realmente estava bem, o que estava sentindo. Respondia meio assim de canto, e logo arrumava uma desculpa para sair. Me sentia sem importância. Fiquei ali, com medo de estar sufocando. Exigindo demais. Sempre quis te cuidar. Mas nunca soube que se você realmente queria que essa pessoa fosse eu. Talvez não. Talvez sim. Você nunca parou para me dizer …  A verdade é que você nunca parou para me dar qualquer indicio de que me queria de verdade. Suas palavras já pareciam tão vazias de sentimento. Teus abraços já pareciam tão distantes. E eu lá, me corroendo, prendendo por dentro, achando que podia amar por dois. Ou que podia fazer você voltar a me amar como amou um dia … Eu quis, e como quis aquele amor. Mais do que tudo. Mas chegou a hora em que fui obrigada a tirar a venda dos olhos e ver que, não adiantava. Se você não amava, não queria estar ali de verdade, não podia mais ser. Ficar com alguém por pena, ia me corroer mais do que já estava corroída. Fui obrigada a sair dali. A ir embora. Foi então que escrevi aquela carta, te dizendo que iria partir … Adeus meu amor, sinto muito. Mas não posso mais ficar aqui…

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É que cansa sabe. A cada vez que ele se vai, a dor da ferida aberta e a certeza de não ter nascido para isso me toma por completa. Mas eu tenho que superar, preciso acreditar que não vai ser sempre assim. Que na próxima vão dar certo … E quando a tal próxima chega, é sempre a mesma história, o mesmo filme … Vou criando um tanto, um monte de sonho. Mesmo que inconsciente, mesmo que não perceba as vezes. E nada acontece. Vem a onda forte e leva tudo o que eu planejei, tudo o que sonhei com tanto carinho … E ei fico aqui, aguentando tantas porradas, sem poder ao menos chorar …

A maratona sem você …

Foi difícil. Não vou negar. No começo, o acordar foi tenso moreno. Era um pouco contraditório sabe, o que eu mais queria era dormir, a minha vontade era de ficar na cama de pijama o dia todo. Mas não conseguia, fechava os olhos e tudo que me vinha a cabeça eram os nossos momentos felizes juntos e a sensação de amor no gosto de minha boca, só conseguia pensar que nada daquilo mais ia voltar, a dor me tomava por completo e começava a chorar. Depois de longas horas tentando, até conseguia dormir um pouco, mas quando acordava, era como se uma facada viesse em meu peito. Toda dor me tomava como uma onda forte e me sufocava em desespero da tua ida. Ficava ali, um meia hora deitada, com o sorriso cabisbaixo e o olhar entristecido. As vezes até surgia alguém e dizia … – Não cansa de dormir tanto menina? Eu dava um sorriso e desviava o assunto. Mas no fundo eu sabia, que era para me esconder de minha própria dor. O que não dava muito certo, porque a noite quase sempre sonhava com você. Até meus sonhos você estava lá me lembrando. Tudo me lembrava você, o toque do celular, a foto de papel de parede, a  xícara de casal e aquele jogo de vídeo game que você gostava. Aquela flor ali no vaso, que eu até despedacei, arranquei com tudo e botei fora. Mas tirar a rosa dali era mais fácil que te tirar de dentro do coração … E eu fiquei, tendo que aprender a lidar com tua partida e a sufocar tudo isso dentro de mim e colocar um sorriso no rosto. Afinal ninguém podia saber que ainda não tinha superado. Ninguém me deixava chorar por você. Eu ainda não sabia lidar com tudo isso, então comecei a ficar com raiva, raiva do sentimento, raiva de você. Era um jeito de me proteger, a minha armadura para tanta dor. Não queria te olhar, chegar perto ou falar contigo. E assim foi por um tempo. Com o passar do meses até que fui me acostumando a ficar sem você. Não que não doesse, sempre doeu. Mas eu aprendi a viver com um canto do coração latejando. E esse tempo foi o melhor remédio, aos poucos fui correndo atrás de algumas coisas que tinha deixado de lado, retomando antigos gostos, e descobrindo muita coisa, e muita música nova também. Fui descobrindo paixões que nem eu sabia que tinha. Fui descobrindo um sorriso dentro de mim moreno, que era tão gostoso, que eu fiquei apaixonada … Um desses dias eu encontrei folhando o álbum de família, uma foto de nós dois juntos no natal de alguns anos atrás. Dei um sorriso. Dessa vez não de apaixonada. Mas sim de uma história boa que lembrei. Que foi sim encantadora e maravilhosa. Mas que já ficou para trás …

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