As dores diárias, dos dias sem você …

Não tem sido uma fase muito fácil desde que você se foi. É como se vivesse em uma eterna corda bamba, a qualquer momento eu posso cair e ali no chão eu vou ficar. Chorando, gritando de dor inconformada. Sem entender, porque você se foi É muito difícil tudo isso. Tenho tanto dentro de mim. Tanto que eu quero contar, desabafar com alguém. Melhor não. Ninguém precisa saber de minhas dores diárias, e nem do vazio enorme que você deixou desde que se foi Hoje passei na rua em frente a sua casa. Foi inevitável, não pude deixar de olhar. Fiquei ali torcendo para ver você sair por aquele portão, me olhar e se arrepender de tudo, vir falar comigo e dizer que foi um mal entendido. Que fez aquilo por impulso e que os dias sem mim não tem sido tão bons. Que sente falta dos nossos dias grudados. Porque eu sinto. Não é pouco não. Sinto muito. Sabe, me acostumei. A te ter sempre ali ao meu lado. Com as nossas danças malucas e teu sorriso. Com esse teu jeitinho marrento e brabo. Quando vi aquele menino por trás daquela casca, me apaixonei um pouco mais. Me acostumei a sonhar com nós todos os dias. A ver seu nome na minha caixa de mensagens, e a pular de alegria quando isso acontecia. Me acostumei a ter o meu anjo do meu lado. Com aquela mão dada na minha. Eu sentia que mais nada podia acontecer. Aquele abraço me protegia de todo o mal lá fora. Tinha encontrado meu paraíso, meu porto seguro. Eu contava as horas para te ver, quando via aquele caminhar já sabia, era você com seu casaquinho preto, lindo, o meu anjo, coração amolecia. Sorriso, não na boca mas no peito inteiro Eu sempre me perguntei, como que você não enjoava de mim, ali o tempo todo. Eu nunca enjoei, amava cada pedacinho naquele abraço, daquele dia que passávamos juntos. Já era costume. Acordava, e sorria sabendo que meu anjo daqui a pouquinho ia estar no meu portão para me esperar Quando ouvia o meu nome na tua voz, saía correndo, ansiosa para te ver. Tinha te visto a pouco tempo eu sei, mas a saudade era de quem não se falava a semanas O meu anjo, o meu anjo. Ó meu anjo, você se foi. Eu não pude fazer nada. Minha vontade era de te prender na cadeira e te fazer ficar. Mas não podia, você não queria, não podia fazer mais nada Tiraram o meu anjo de mim, e agora o que eu faço? Me diz como controlar essa saudade aqui dentro. Não soube mais de você. Onde está? Está bem? Tá se alimentando bem meu amor? Precisa de alguma coisa? Não sei, se foi o tempo que me fez assim. Talvez a dor. As idas, as feridas dentro do peito. Me fizeram essa armadura fechada que sou hoje. Pode ser que eu não tenha conseguido te mostrar o quanto sentia por você. Mas eu tentei, acredite, o máximo que pude, eu tentei. Desculpa, e que eu só consigo ser assim. Não consegui ser diferente. Não sei se vou conseguir mudar um dia. Mas eu sei, eu te amei. Eu te queria, de verdade. Eu podia não te dizer assim na lata. Mas te dizia em formato de beijo na testa. Em formato de ” Como foi seu dia meu amor?” Esse era o meu jeito de dizer o quanto era importante para mim. Porque se não fosse, não teria feito tudo, chegado até onde cheguei. Eu te amei meu moreno, eu ainda te amo …

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2 comentários sobre “As dores diárias, dos dias sem você …

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