É contigo que eu quero estar …

É com você que eu quero estar a minha vida inteira. Ao teu lado comemorando tuas vitórias, e ter a tua mão dada quando as minhas chegarem. É a tua voz que eu quero que cante meu nome, as tuas palavras, os teus olhos nos meus dizendo que me ama. É teu corpo que eu quero sentir naquele abraço de urso apertado. É o teu cheiro que eu quero grudado na minha camisa. É teu sorriso que eu quero que me acorde todo dia. O teu nome na folha de caderno, na caixa de mensagens. É com você que eu quero estar na nossa formatura e na foto do natal em família ali na mesinha de cabeceira redonda. E a tua mão na nuca que eu quero sentir no meu cabelo, o teu beijo, o teu jeito. O teu olhar que me faz querer te agarrar. E você quem eu quero conversar, meu melhor amigo, com quem eu quero dividir, os segredos, e a vida. É você quem eu desejo. É você quem eu quero, meu eterno namorado, meu marido, meu velhinho para sentar na cadeira de balanço com as mãos dadas no quintal Eu já fiz de tudo, para te provar que eu te amo. Essa é a ultima tentativa. Estou aqui na tua frente, te dizendo que eu te quero mais que tudo. E sim, eu superei muito para estar aqui. Porque se não superasse, não estaria na tua frente te dizendo isso. É a ultima tentativa. Se você me dizer não agora, eu vou embora e nunca mais te procuro

-NÃO

Tá. Não foi um não assim frio na lata. Olhou – me, com a boca tremendo sem saber o que fazer com o nervoso. Ficou uns 30 segundos com ela aberta sem dizer uma palavra. Até que só o ” não” saiu de sua boca. Olhava para baixo, com medo de me olhar nos olhos. Pediu desculpa. Mas não importava, aquele ” não” tinha soado para mim como se estivesse em um gigantesco auto – falante do lado de meu ouvido me gritando que não tinha mais chance para o nosso amor. Eu piscava de segundo em segundo, engoli a seco, como se engolisse todo aquele sentimento que gritava e aquela dor. Foi como se um muro tivesse caído em cima de mim. Eu estava jogada, ali no chão. Gritando, sem forças. Desesperada, pedindo socorro. Mas ainda continuava na frente dele. Era preciso disfarçar que cada músculo meu estava se contorcendo por dentro. Continuei ali por mais um tempo e disse … ” Tudo bem. Se é isso que quer, tudo bem.” Não estava nada bem. Tinha um trabalho para apresentar na frente da turma ainda aquele dia. Não podia ao menos chorar ou apareceria com a cara toda inchada e não precisava passar por mais essa vergonha. Segurei tudo que deu. Quando cheguei em casa. Me sentei na cama. Fiquei alguns minutos olhando o nada, com uma expressão no rosto de sei lá o que, e em instantes comecei a chorar compulsivamente. Esmurrava a parede e gritava com o rosto na travesseiro para ver se saia tanta dor de dentro de mim. Fiquei pelo menos uma hora e meia chorando até ficar sem forças. Até pelo menos, acostumar com a dor. E eu tive que acostumar na marra, no laço. Feita de aço. Aprender a conviver com toda aquela saudade por dentro Ele nunca imaginou tamanha facada no coração, que foi aquele “não ” para mim …

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