Eu decidi viver: muito obrigada.

xicara

Tudo que eu fiz até agora de nada importa, nem o quão fraca estou. Todas as milhares de vezes que eu fiquei batendo de cara na parede e toda dor que isso me causou. Tantas vezes que me disseram para ir embora e eu fiquei. Tantas vezes que ele me disse para ir embora e mesmo assim eu fiquei, numa tentativa boba de tentar me fazer notar. Tudo que eu chorei já dolorida ou o quanto ele me machucou mesmo depois de tudo. De nada vale. Quando eu finalmente decido ir embora a culpada sou. Insensível, eu? e ele, que usou do meu sentimento, do meu coração como um brinquedo;passatempo. Fria, eu? eu estava ali na geada da indiferença dele todo esse tempo. Eu estava ali me gelando achando que eu ia conseguir alguma coisa carregando tudo aquilo sozinha, e mesmo assim só consegui migalhas, ou nada. Não importa o quando eu sofri; quando eu decidi ir embora me tornei culpada. Quando eu decidi pelo menos uma vez na vida pensar em mim e parar de ficar ali na linha de fogo me machucando eu me tornei fria. Fria, por que?  quando que o titulo de partidor de sentimentos passou para mim, porque que eu saiba foram os meus sentimentos que rolaram por aí, quando ele os usava um uma noite ou outra no meio tempo entre suas baladas e aquela pilha de mulheres. Eu não podia mais continuar ali, aquilo tava me matando. Eu não podia mais me machucar tanto, ou deixar que me machucassem, dá no mesmo. Eu precisei pensar em mim. Não podia mais me humilhar daquele jeito, não aguentava mais e não ia dar em nada. Eu tentei meu Deus eu fiz tudo que pude, eu cai, eu levantei, eu continuei mesmo gritando de dor porque eu achei que ia dar certo mas não deu. Nada que eu fiz por ele deu certo. Agora me deixe em paz. Para de me culpar por uma coisa que eu não tenho culpa. Eu precisava ir embora, eu precisava parar de me jogar no fundo do poço como eu fazia. Eu não fui insensível ao menos fria; o que aconteceu foi que pela primeira vez eu pensei em mim. O que aconteceu foi que eu decidi usar aquela coisa que se chama amor próprio. O que aconteceu foi que eu me amei e resolvi me cuidar mais ao invés de cuidar tanto de quem não quer ser cuidado. Eu tava fraca demais, precisava me recarregar, sorrir um pouco, sair me divertir, viver.  Não me culpe se eu decidi me amar. Não me culpe se eu decidi seguir com a minha vida que tava parada. Eu não sou culpada de nada. Eu só decidi viver: obrigada.

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