Eu sou sempre aquela que ainda acredita em príncipe encantado …

No meio da roda eu sou sempre aquela que fica sonhando com um amor eterno enquanto o resto do mundo fala de suas noites de prazer. No meio da roda eu sou sempre aquela antiquada que ainda gosta de aliança no dedo, casar, ter meus filhinhos e namorar velhinhos de mãos dadas na cadeira de balanço no quintal. Sou sempre aquela estranha que ainda quer a mesma pessoa para a vida toda. Sou sempre aquela impulsiva, romântica que se apaixona e cria expectativas rápido demais. Sou aquela que transborda e escreve sobre amor. Aquela que as pessoas fazem careta porque dizem que sou muito melosa e grudenta. Sou aquela que não consegue esconder o que sente. Sou aquela das frases e dos filmes de comédia romântica que ninguém mais aguenta olhar, e ainda choro no final quando eles se beijam e dizem que nunca mais irão se separar. Sou aquela que chora vendo Marley e Eu e Sempre ao seu Lado … No meio da roda sou sempre aquela que ainda não acha cafona flores ou cartas de amor a ama quando recebe. Aquela que gosta de conversar o dia inteiro com quem ama, de perguntar como foi seu dia? e de ganhar Bom Dia todo o dia. No meio da roda eu sempre aquela chata que romantiza tudo. Também sou aquela de quem alguns metidos a garanhões experientes se aproveitam do grande romance para criar um falso amor. Falar tudo que gosto de ouvir e ter de mim o que quer. Já me machuquei muito achando que aquele era o cara certo e na verdade era alguém que mentia em cada palavra que dizia. Já chorei por dias, por ter ouvido o que não devia, esperando uma mensagem que nunca chegava ou o modo como ele me tratava, que era tão rude que acabava com tudo aqui dentro. Sou aquela sensível, romântica e apaixonada. E quer saber? nunca vou deixar de ser … eu gosto do meu jeitinho. Gosto de transbordar amor. Eu tenho muito amor aqui dentro e se existem algumas pessoas que não sabem valorizar, o problema já não é meu. Não vou mudar porque não estou errada. Sou eu, apenas eu. Dançando conforme a minha música, e eu adoro dançar …

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Toda Julieta tem seu Romeu …

Não. Não tem não. Eu sou, aquela marrenta, de coração mole. A grossa, do jeito mais doce que tu já viu. Aquela que está sempre sorrindo, fazendo palhaçada, e brincando por aí. Mas também tenho meus momentos de tristeza. Aquela desastrada e sem jeito, tímida e atrapalhada que erra tentado acertar e as vezes acerta quando acha que errou. Uma verdadeira princesa. Julieta, sem Romeu? Sim senhor. E muito feliz. É bom sim. É muito bom. Acordar, botar uma música para tocar bem alto e ficar dançando loucamente na sala como se fosse a Beyonce. Escrever a tarde inteira. Fazer besteira no cabelo e na maquiagem tentando imitar aquelas youtubers maravilhosas. Ler um livro, tomar um café. Fazer uma panela de brigadeiro e muita pipoca para assistir a uma maratona de series na tv, também é bom sozinha. Fazer guerra de travesseiros com os amigos, conversar e dar risada a tarde inteira. Tirar foto fazendo caretas é ótimo sozinha também. E não. Não vou falar que não preciso de ninguém e que eles não me servem para nada. Também é bom, é ótimo ter alguém para ver o filme agarradinho, para ouvir um ” eu te amo” assim de surpresa. Ganhar presente e dar muito abraço no dia dos namorados. Mas também é muito bom estar consigo mesma. Se amar, não depende, e nem tem que depender de ninguém. Amor tem a ver com se amar, se amar, se gostar, se cuidar, se pentear, se maquiar se quiser, porque não? Amar também tem a ver com se gostar por dentro. Amar tem a ver com amor. E amor, tem a ver com se amar, em primeiro lugar.

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Mas eu não sei o que fazer quando me deparo com esse tal de amor …

Não sei o que fazer. Não sei o que é ter um grande amor dentro do peito por digamos algum muito tempo. A não ser o não correspondido, esse eu sei de cor … Não sei o que é ter alguém te fazendo declarações diárias. Um amigo e um amor sempre ali ao lado nos piores e nos melhores momentos e nem o que fazer quando tiver um. Não sei o que fazer quando o vejo ali em minha frente com as lágrimas caindo. Se coloco a cabeça no ombro e as mãos na nuca fazendo um cafuné. Ou se fico ali parada, sem falar nada. E acabo não fazendo nada mesmo porque fico com tanto medo de errar, que não consigo sair do lugar Por mais que eu o cante aos quatro ventos. Quando me deparo com esse tal de amor a história é outra. Não sei o que falar, como agir ou o que fazer com meus braços. Muito menos descrever o que sinto. A não ser este raio de medo. Que sempre me toma. Medo de não dar certo. De quebrar a cara mais uma vez. Já tentei me livrar dele, mas nada resolve. É como se tivesse que viver sempre em picar – alerta, esperando a próxima partida, se preparando para ela. Mas mesmo assim quando ela chega eu sofro, me debato e bato em tudo que é canto desnorteada sem saber para onde fugir dessa dor que parece que vai arrancado o coração aqui de dentro. Os órgãos se debatendo canto a canto. Sofro como se fosse a Cinderela do sapato de cristal e tivesse me deparado com um sapo pela primeira vez. Mas é dor de quem já levou a décima quinta pancada. Deu tantas vezes de cara na parede e está batendo de novo. Mais uma vez. Que meti os pés pelas mãos, me joguei de cara sem pensar em mais nada e acabei com uma cicatriz dentro do peito. Acontece que eu até já tentei. Me entreguei de verdade. Me joguei, sonhei, criei mil e uma expectativas e sonhos. Coloquei o nome dele em tudo que era capa de caderno. De status nas redes sociais e no papel de parede do celular. Acontece que não deu certo. Não sei o que aconteceu. Mas acabei ouvindo que amava demais e que ele não me amava tanto quanto. Vi ele ir embora e aqui fiquei em pandarecos sem saber o que fazer Também já tentei não me entregar tanto. Eu amava, amava demais. Mesmo que não quisesse admitir para mim mesma, amava. Sonhava, cantava, dançava e sorria todas as manhãs. Só que tudo isso acontecia aqui dentro, nunca falei para ele. Acontece que também não deu certo. O ouvi dizendo que não o amava e que não me importava com seus sentimentos. – Oh, o que é isso, você sabe o quanto eu sonho com você todas as noites rapaz? Foi horrível. Eu gritava de dor. Sabia que não era verdade. Eu sabia o quanto o gostava. Aquelas palavras cravaram em meu peito e me fizeram sangrar por algumas varias semanas Acontece que de nenhum jeito dá certo. Sendo mais velho ou mais novo. Diferente ou igualzinho a mim em cada detalhe. Que me ame ou nem ame tanto assim. Que eu tente ser a melhor namorada e amiga do mundo. Não importa o quanto eu me esforce isso nunca é suficiente para ele ficar … Sabe, eu acho que quando chegar alguém, que realmente esteja disposto a ficar, ele vai ter que ter muita paciência. É muita bagunça aqui dentro e tem que ter vontade para tentar arrumar. Acho que ele vai ter que me mostrar. Porque eu nunca aprendi a fazer isso. Me mostrar tudo pela primeira vez. Como se estivesse conhecendo o amor agora. Uma vida a dois e como que faz para sustentar ela. Porque eu ainda não sei. Não precisa ser aquele príncipe encantado vindo direto dos filmes com um buquê de rosas na mão. Ele só precisa me amar de verdade. Me fazer sorrir e ter abraço com claro. Alguém com quem eu possa tomar em bom café e ficar reparando em seus olhos brilhando enquanto fala de seus sonhos. Alguém que esteja com a mão dada e me apoiando nos meus. É claro que vamos ter algumas brigas, mas isso é de qualquer casal. Enfim, assim. Desse jeitinho imperfeito, ele vai ser. O meu. O meu real e apaixonado, verdadeiro príncipe encantado …

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Estava ali no canto, com o mundo guerreando dentro de mim …

Uma faca me atingiu, veio de longe. Cheguei a ser jogada para trás, tamanha a queda Soluçava ali no chão sem forças. Nem chorar conseguia mais. Além do mais, nem que eu chorasse um oceano inteiro ia ser páreo para o que se passava dentro de mim. Meu corpo guerreava, explodia, arrancava, quebrava. Tinha caco ali solto, que cortava cada parte do meu corpo, moía meus ossos de tanto doer. Medo, raiva, e uma explosão de sentimentos inexplicáveis me tomava por completo. O cérebro brigando com o coração dizendo que já tinha avisado. Que iria acabar assim. E que ele foi tolo de sonhar mais uma vez. Se apegar tão rápido. De se entregar nas mãos de alguém que estava na cara que iria embora mais cedo ou mais tarde Coração estava acabado, lhe faltava um pedaço, o que ele levou quando foi embora. Coração se sentia culpado por ter se iludido mais uma vez. Tentado sem o mínimo sucesso Estava ali parada, não conseguia me mover. Minha vontade era de gritar bem alto, coração já estava gritando. Mas não conseguia, não tinha mais forças para isso. Meu corpo em uma guerra, e eu ali paradaMais uma dor. Mais uma falta de amor. Mais um amor de dor para a coleção. Coração já não aguentava mais. Perguntava o porquê, mais uma vez não. Não iria aguentar isso de novo. De novo não. Gritava por socorro Não consigo mais. Não consigo mais sonhar. Me entregar de verdade sem pensar que o amor pode acabar a qualquer momento e me deixar soluçar ali outra vez. O medo anda sempre ali latejando. Desculpe, eu não sei como agir com esse tal de amor. Só tem me causado dor desde que chegou. Talvez eu não tenha nascido mesma para isso …

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– Vem comigo moreno?

Meu moreno, meu olhar sereno. A paz no meio da tempestade. Com você estou sempre calma, sempre voando de sonho. Mesmo que tudo lá fora esteja caindo. Você é a minha paz. Meu porto seguro. Meu abraço forte. E o meu beijo na testa, que o coração pulou quando sentiu pela primeira vez A verdade é que foi tudo assim tão de repente. Eu estava ali sentada de coração partido. Lamentando mais uma ida. Mais um amor que não deu certo. Então veio você, com seu sorriso. Carinho e beijinho na bochecha. E aos poucos aquele abraço de consolo, de conselho, foi se tornando cada vez mais, um pouco a mais. Mais do que esperávamos. Simplesmente aconteceu. Você foi despertando em mim os mais belos sorrisos. Desde o encanto da flor até o toque de tuas mãos secando minhas lágrimas para não mais chorar. Essa tua proteção foi me encantando de pouco em pouco. De repente esse pouco virou uma vontade danada de embarcar nesse amor tão inesperado. No começo fiquei com um pouco de medo. Nosso primeiro beijo não foi lá muito essas coisas. Fiquei com medo de não dar certo. De dar no mesmo fim. De estragar uma amizade assim tão bonita. Mas então pensei mais um pouco. E vi que, as histórias e os amores eram completamente diferentes. E que a gente meu amor, tem tanta coisa em comum. Porque não daria certo? Mesmo com medo. Mesmo sem jeito eu quero. Tô afim de embarcar nesse trem. – Vem comigo moreno?

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Um amor que desabou ao primeiro sopro …

Quando dei de cara com ele, achei que finalmente tinha encontrado a pessoa certa. Essas sabe, que em algum momento da vida você encontra, e passa o resto da vida com ela. O meu eterno amor, sorriso, o meu eterno amigo, eterno companheiro. Que ele, ele nunca iria me machucar, não seria capaz disso Então eu confiei. Pela primeira vez depois de lutar, depois de muito medo. Mas pela primeira vez me senti a vontade. Me entreguei de verdade. Me joguei de cara. Deixei o sentimento me tomar por inteira Mas por ironia, esse tal de amor, foi o que mais me machucou. De todas as idas e vindas na estante. De todos os amores não acabados. Eu achei que era um castelo de sonhos, mas na verdade era um castelo de cartas. Que desabou, ao primeiro vento que soprou. Um amor até então eterno, feito de palavras vazias, verdades inventadas, feito de vento Sabe, eu sempre fui de sonhar com romances, histórias de amor. E ele sabia disso. Tanto que usava esses sonhos para se fazer a cara perfeito, aquele anjo maravilhoso que toda menina gostaria de ter. Aquele cara do buquê de flores e ursinho de pelúcia. Que planeja o futuro. Uma vida juntos … Ele usou, tudo que eu acreditava, para enganar, brincar de amor, fazer apaixonar. E depois, quando ele cansou da brincadeira, quando já estava entediante demais. Quando a brincadeirinha de fazer a menina se apaixonar já tinha dado certo, ele foi embora sem nenhum arrependimento, sem nenhum coração. Me deixou caída ali no chão, desesperada e tremendo de dor. Os olhos já nadavam naquele mar. E o meu corpo gritando o porquê. O porquê de tanto frieza. O porquê de tanto sentimento cheio de nada. O porque, porque tudo isso? Porque desse jeito? Qual a teu prazer em brincar com sentimentos alheios? O que eu fiz para merecer isso? É mesmo tão vazio assim a esse ponto? Era o que eu pensava   Ele ali, brincando de amar. Enquanto isso eu aqui. Sonhando, imaginando. Achando que tudo era verdade e planejando uma vida inteira ao lado dele. Achando que tinha encontrado o meu príncipe. Que boba eu, príncipes encantados não existem. Não sei porque ainda acreditei neles até hoje. Deveria ter desconfiado. Eu sei, era muito perfeito para ser verdade. Um príncipe na verdade, não deve ser um desses que chega em uma carruagem branca com um buquê na mão e me pede em casamento. Aquele que tem os mesmo sonhos, planos e lê os mesmos livros. Não. Um príncipe deve ser aquele que mesmo as vezes tão diferente. Ele quer, se esforça. Do jeito dele. Não tão perfeito e não tão conto como o dos filmes. Mas do jeito dele, ele é o mais amoroso do namorados. Carinhoso e abraço forte. E então será. Um príncipe do mesmo jeito. Mas um príncipe da vida real. Com seus defeitos, suas manias e esquisitises. Mas que é tão lindo quanto. Porque desse jeitinho assim mesmo, ele é a paz de amor. Nosso anjo protetor 

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Esse seu papo de ir e voltar quando bem entende …

Esse teu papo de ir e voltar quando bem entende. Chega. Preciso dar um fim nisso antes que isso se torne o meu próprio fim … Por um momento tudo é bom. Aquele onde estamos sozinhos, sem amigos, sem ninguém. O meu menino doce, meu menino de carinho, o meu abraço apertado. De repente, repentinamente aparece alguém e eu choro por ver o vilão, que até então se fazia de mocinho. Me lança as palavras mais frias e rudes que cravam como uma faca em meu peito. Sou obrigada a sair correndo, me desabando por dentro estrada a fora. A ali mesmo eu juro para mim que essa vai ser a ultima vez. Que não vou mais deixar isso acontecer. Que daqui em diante tudo vai ser diferente. Então por aí eu vou catando os caquinhos do coração que você deixou. Tentando juntar assim meio torta. Toda roxa. Já bem machucada. E quando tudo já está sarando? Você chega, com tua mão em meu cabelo, no queixo. Me pega assim pela cintura e teu beijinho na nuca. E ali se vai toda a minha luta em te esquecer; E a cada vez que isso acontece me sinto mais fraca. Me culpo por não conseguir te mandar embora. Me livrar desse amor que de amor já não tem mais faz tempo. A não ser de minha parte. Acho que estou amando sozinha aqui não é? Amor esse que você usa, abusa. Faz de gato e sapato para conseguir o que quer, a hora que quer. Como se um fosse um objeto. Um brinquedinho na estante. Que você pega, usa, e coloca de volta quando cansou de brincar. Coloca de volta para quando estiver afim de usar mais uma vez. E aqui eu vou ficando. Tentando consertar as marcas que você me traz. Tem uma ferida aqui, que foi a primeira coisa que eu lhe disse quando nos conhecemos. Disse que era machucada, que tinha medo. Que não aguentaria mais uma partida. Não aguentava mais chorar por tantas idas. Tem uma ferida aqui, e você faz questão de remexe – la mais um pouco de tempos em tempos. Chega, não aguento mais isso. Chegou a hora de virar o jogo. Vou ter me livrar de todas as lembranças que tenho aqui entranhadas. Arrancar uma por uma, botar num saco, e por no lixo. Junto com esse teu amor sem amor. Que já passou do prazo de validade.  Meu coração não é aeroporto, não aceita viagens temporárias. Tem alguém dentro dele. Uma pessoa sabe. Um sentimento. Do qual você não tem o direito de brincar em seus voos sem importância. Chega! Vou fazer isso que agora antes que eu perca a coragem. Pegue as suas coisas e vá embora. Chegou a hora. Alias, já passou da hora de você ir. Adeus. Esqueça onde eu moro. E o meu número de telefone. Leia o bilhete que te escrevi … – Não volte, quando se der conta do que estrago que fez em nós dois. Eu não vou estar mais aqui …

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