Diário de uma apaixonada crônica: 2

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Eu me apaixonei pelo que eu inventei de você. Eu me apaixonei pelo que você era no começo, eu me apaixonei por aquele cara incrível que você era e que fazia todas as minhas vontades. Eu me apaixonei por aquele cara cheio de caráter e princípios e que nunca ia me abandonar.

Você já perdeu tudo que era, tudo que tinha, todos os teus princípios, teus valores foram pelo ralo e eu não gosto mais do que eu vejo quando eu olho pra você. Eu já não gosto mais do que eu sinto com você. Eu não sou mais feliz do teu lado.

Eu não admiro mais o cara que eu amo. Sim, amo. Eu ainda te amo, por que eu nunca deixei de amar aquele carinha incrível que eu conheci a um tempo atrás, só que ele se perdeu com o tempo. Eu não admiro mais o cara que eu amo, eu tenho medo, medo das tuas ideias, eu fico assustada com os teus valores e o que você é capaz de fazer se eu te deixar. Eu tenho medo do que o meu próprio amor pode fazer comigo mesma. É muito duro ver que o amor da vida da gente é uma pessoa que a gente acha feia. Eu não gosto do cara que você se tornou, eu não gosto do cara que eu amo.

Eu sei que é confuso, mas é o que sinto. Eu me apaixonei pelo cara incrível e cheio de valores que eu conheci, eu me apaixonei pelo cara que você foi por alguns meses, mas eu detesto a pessoa que eu vejo hoje. Eu tô presa nas tuas promessas, nos teus braços, nos teus sorrisos, eu tô presa na ideia de que você vai voltar a ser o que era antes mas não vai. E o meu coração não consegue aceitar isso.

Eu me apaixonei pelo que eu inventei de você. Eu me apaixonei pelo que eu invento diariamente pra poder achar que é com você que eu quero passar o resto da vida e quem eu quero que seja o pai dos meus filhos, mas na verdade não é.

Eu só apaixonada pelo que você era …

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Cara, não deixa ela ir embora da tua vida como eu deixei

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Cara, não deixa ela ir embora da tua vida. Eu sei que agora essa frase parece idiota e que você acha que ela nunca vai embora e que ela é apaixonada demais pra correr. Eu também achava, eu achava que ela nunca iria embora da minha vida, que por mais que eu fizesse as minhas merdas todos os dias ela gostava demais de mim pra partir, eu achava que no dia seguinte era só pedir desculpa que ela ia desculpar. Mas chegou uma hora que ela cansou disso.

Eu fiz tanta merda que um dia eu cheguei em casa, e as minhas malas tavam prontas pra minha partida. Ela tava chorando muito, eu conseguia ver claramente no rosto todo inchado dela que ela tava chorando a algumas horas. Ela chorava e dizia pra mim que não aguentava mais, que já tinha feito tudo que ela podia mas eu não valorizava. Ela disse que ela tava se perdendo dela mesma, que ela tava se esquecendo e que já não dormia uma noite de sono fazia dias. Ela disse que não sabia mais o que fazer e que chorava todas as noites se perguntando onde é que aquele cara que ela tinha conhecido se perdeu.

Eu  me perdi com o tempo. Quando eu a conheci, foi amor a primeira vista, eu me apaixonei logo de cara. Eu tinha certeza que era com ela que eu ia me casar um dia. Eu fazia tudo pra agrada – lá, até café na cama eu levava, eu queria ver ela feliz a cada segundo. Só que aí, o tempo foi passando, a rotina foi chegando e eu não soube lidar com ela e ao invés disso, comecei a sair escondido, voltava 6 da manhã bêbado e com todos os perfumes de mulher misturados na minha camisa, quando eu chegava ela sempre acordava, ela dormia me esperando. Ela cheirava a minha camisa e começava a chorar, dizendo que ela sabia que eu tinha a traído, eu nem ligava, eu achava ela ” chata “, eu já tava cansado dela ” pegando no meu pé “, me xingando. Eu tava cansado da rotina. Eu tava cansado do mesmo beijo, da mesma boca, de não poder mais sair pra balada e conhecer novos cheiros. E quanto mais o tempo ia passando e eu ia vendo que ela aceitava, mais eu ia fazendo. Eu não mandada ela embora por que de uma certa forma eu a amava, só que eu não lembrava mais disso. E eu tava me perdendo cada vez mais, e eu ia continuar, se um dia ela não tivesse arrumado as minhas malas pra me mandar embora.Doeu, muito ver que eu tinha causado tanta dor na mulher que eu amava, eu sei, eu sei que pelo que eu já te disse você deve tá dizendo pra si mesma que eu só um cachorro que não amava ela de verdade é que eu mereci. Sim, eu mereci, eu mereci ela ter me mandado embora e muito mais por todas as humilhações, as vergonhas e tudo que eu fiz ela passar. E sim, eu a amava, só que eu era idiota e imaturo demais pra perceber isso.

Quando ela me mandou embora com aqueles olhos cheios de lágrimas, eu tentei dizer algo pra que a fizesse mudar de decisão, eu pedi desculpas milhares de vezes, mas já não adiantava mais.

Eu fui pra casa desesperado. Eu até chorei, chorei quase a noite inteira. Só que no outro dia como todo o cara idiota e com um ego gigantesco, eu disse pra mim mesmo que tava tudo bem. Eu me senti ” aliviado”, por que agora eu ia poder fazer tudo que eu queria, não ia precisar dar satisfação pra ninguém e nem ter que ficar me explicando. Aí e que eu me perdi mesmo, eu saía todas as noites, voltava bêbado e dormia o dia inteiro. Patético não é? eu sei. Deu pra enganar por um tempo, só que uma hora as minhas noitadas começaram a não suprir mais a saudade que eu tinha dela.

Eu saia pra noite, eu beijava várias mulheres pelos corredores da balada mas quando eu voltava pra casa eu tava sozinho. Eu comecei a olhar pro outro lado da cama e sentir falta dela ali do meu lado. Eu olhava pro fogão, ela não tava mais ali fazendo o meu café com aquele sorriso lindo que só ela tinha. Quando a janta era servida, o lugar dela na mesa tava vazio. O tempo foi passando e eu percebi que eu amava aquela rotina, eu amava ela pegando no meu pé, eu amava como ela tava sempre ali apesar de tudo é eu amava como ela me cuidava, e era minha melhor amiga no piores momentos também. Eu tinha perdido tudo isso, eu tava sozinho, eu tinha perdido a minha melhor amiga e a mulher da minha vida por que eu fui um idiota. Ela era a melhor pessoa que eu já tinha conhecido.

Eu até tentei, fazer outras coisas pra enganar a saudade mas não dava mais. Eu olhava pra aquela casa e cada parte dela me lembrava a minha morena, em cada coisa que eu fazia eu me lembrava dela, a gente fazia tudo junto. Eu chorava todas as noites por ela.

Eu até tentei falar com ela de novo, mas ela não quis falar comigo. Ela disse pra mim nunca mais procura – lá. Que não quer mais saber de mim. Dói muito em mim lembrar de tudo que eu fiz e de que a perdi por que eu era idiota demais. Cara, eu te dou um conselho, não deixa ela ir embora da tua vida, não deixa, agora não parece, mas um dia você vai preferir te – lá pedido pra ficar …

joelho ralado de amor

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É que eu tenho o joelho todo ralado moço, ralado de amor. Já entrei de ponta cabeça, inteira numa história, e depois me vi em pedaços jogados pelo chão da casa por que tudo que eu tinha foi embora e eu fiquei sem chão. Eu sou uma boba sabe, uma boba apaixonada, acreditei em todas as promessas, me apaguei muito rápido, e tive que vá – lo partir, tão rápido quanto. E aí eu fiquei sem saber o que fazer com tudo aquilo que eu tinha sonhado pra nós e pensando onde é que eu ia enfiar aquela carta de amor que eu tinha feito a um dia atrás, e me culpando por te – lá feito. Já fiquei olhando pro mesmo sorriso e pensando onde é que tava aquele cara lindo e de um bom coração que eu tinha conhecido, e por que que ele tinha mudado tanto. Cheguei até a me perguntar se eu tinha feito algo de errado. Por que que nunca dava certo pra mim. 

Já chorei 5 vezes por noite por que eu não aguentava a dor, já botei um sorriso forçado no rosto pela manhã por que não queria explicar o motivo. Já prendi com tudo que eu podia pra não ter perigo de escapar e ir embora, e foi por isso que ele foi. Também já deixei livre com a esperança de que assim não fosse voar, mas aí a liberdade subiu a cabeça e voou mais rápido que nunca … Já foram embora da minha vida, sem mais nem menos, sem me dar explicação alguma. Teve gente que já foi curativo também, mas quando tava sarando o machucado ela foi embora e a única coisa que conseguiu fazer foi causar mais dor onde já tava tão machucado. Mentiram, iludiram.

Eu não sei lidar com essa coisa de amor não moço, eu não sei como junta essas peças não. É um quebra – cabeça muito grande, que eu não sei como juntar. Se eu tento não fazer nada, eu erro por não ter feito nada e então eu me culpo. Se eu tento fazer tudo, eu erro por ter feito tudo e também me culpo. Eu não sei lidar, parece que eu sempre faço tudo errado. Parece que o amor nunca da certo pra mim. Eu não sei como faz essa coisa de amor. Eu só sei, que é muito difícil. Eu tenho o joelho todo ralado moço, todo ralado de amor.

Talvez o coração seja o meu parafuso a menos

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Eu não sei lidar com essa coisa de amor. Tudo é tão intenso e dói tanto. Por amor eu já fui o que não era, inventei uma nova versão de mim só pra agradar alguém que eu pensava gostar de mim. Por amor eu já prendi alguém tanto que chegou uma hora que ele voou e eu não podia mais fazer nada, por que eu sabia que eu tava errada. Por amor eu já aceitei muita coisa que me machucou, passei noites chorando e de manhã coloquei um sorriso falso no rosto pra dizer  que tava tudo bem, muitas vezes pra não ter que dar explicações, ninguém ia entender mesmo.

Por amor eu já fui correndo pro banheiro da escola  chorar por que tinha visto alguma coisa que eu não gostei. Por amor eu tive que aguentar na pele muita coisa que eu não suportei. Já chorei muito, já apostei todas as minhas fichas em uma pessoa e perdi, feio. Já defendi alguém com unhas dentes, e no final só eu me machuquei. Já estendi a mão, e vi essa  mesma pessoa puxando o meu tapete.

Já ouvi coisas que me machucaram demais, e depois vi essa mesma pessoa na minha frente falando com a maior cara de pau como se nada tivesse acontecido. Já segurei um amor nas costas, por que achei que dava pra continuar mais um tempo, que eu tinha amor por dois, mas só quem se machucou no final das contas fui eu. Já deixei uma pessoa que só me machucava ficar, por amor, por que eu a amava. Já implorei pra ficarem, só que o amor implorando é  a pior coisa que tem. Por amor, eu já sofri demais, e já sorri também.

” Talvez o coração seja  meu parafuso a menos. ” 

Se tudo em mim é exagerado, imagina o amor

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Desculpa, eu sou meio exagerada mesmo. Sou daquela que chora quando vê  uma história linda de amor, sou daquela que torce pros casais, sou daquela que transborda amor da cabeça  aos pés.

” Se tudo em mim é exagerado, imagina o amor. ”  Eu sempre fui muito intensa, não  consigo ser como essas pessoas da modernidade que hoje é o amor da vida dela e amanhã nem lembra mais que existe. Já  superou. Não, eu não superei não. Eu não sou de ferro, eu sinto, eu sofro, eu amo, eu choro, não tem como eu te esquecer de uma hora pra outra, os amores não entram e saem do meu coração como na porta de uma balada na noite de SP, eu choro, passo dias inconformada, choro a cada final de filme de comédia romântica. Eu entro numas noias de estalkear o facebook e só  faço merda, desculpa, eu sou humana.

” Eu sou velha demais pra essa modernidade que grita desapego” , que gosta de sexo com um por dia, que história  de amor não  vale a pena, que prefere ir pra balada, beijar uma boca por noite e de  manhã  nem lembrar mais o nome . Eu me apego sim, eu gosto de planejar o futuro, fazer planos, eu gosto se tirar fotinho colada, eu gosto do almoço  de família, de acordar juntinho. Eu gosto  de tudo isso, e sinceramente, eu até prefiro.

Eu sou intensa sim, eu sou imensa, eu transbordo.  Talvez eu seja diferente da maioria das pessoas, mas cara, de verdade, eu gosto de ser como eu sou, assim exagerada.

O meu erro for crer que estar ao seu lado bastaria

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Eu sempre estive do seu lado. Até quando ninguém mais estava. Eu sempre te segurei nos braços enquanTo você chorava, quando tava mal e eu olhava nos teus olhos e dizia que todos eles eram uns idiotas e que você era a pessoa mais incrível que eu já tinha conhecido.  Que cê ia ser um grande advogado, assim como você queria e lutou tanto pra entrar na faculdade. Eu me lembro dos dias de prova, de como cê ficava exausto, chegava a dormir em cima dos livros as vezes, eu te levava pra cama e te punha um cobertor pra te proteger do frio. Eu estudava contigo até as 2 da manhã pra você ter certeza de que iria bem. Apesar de eu já ter certeza de iria por que você tinha estudado pra caramba. Eu tava lá na tua formatura, batendo palmas e te admirando e pensando ” que sorte que eu tenho “, me lembro que no dia eu fiz o cabelo, pê e mão, me arrumei o dia inteiro e disse pra todo mundo o quanto você era incrível e que eu tava muito orgulhosa de você. Eu tava lá quando você cunseguiu seu primeiro emprego na firma e eu te dei parabéns e pulei nos teu braços e te disse o quanto eu te amava, que eu sabia que cê ia conseguir. Sempre soube.

Nós passamos muito momentos juntos moreno. Muitas coisas. Conversas. Lágrimas, sorrisos, perrengues, dificuldades, nossas vitórias, nossas conquistas. Eu tava do teu lado pra tudo, pra sempre. E eu achei que isso bastaria.

Eu achei que estar ao teu lado bastaria pra você não jogar tudo fora naquela noite de sexta feira. Eu achei que eu estar ao teu lado até aqui  e que nossos sorrisos, que nossos momentos, que tudo que a gente passou ia servir de alguma coisa pra você não jogar no lixo tudo que a gente construiu. Mas nada foi o suficiente. Você tava cansado de tudo. De viver ” preso. ” Cê queria sair, beber, beijar. Agora que tava no topo e todas as meninas caiam aos teus pés eu não servia mais. Eu já tava velha, ” gasta “. Eu já não te satisfazia mais, cê queria farra, viver na noite sair com uma mulher por vez e nem lembrar a nome dela de manhã. Cê preferiu ficar com as que só lembraram de ti quando tava no auge, só te quiseram quando cê tava no topo cheio de dinheiro.

E aí eu não valia mais nada. Tava chata. Tava reclamando demais aqui implorando pra você não largar toda a nossa história fora. Tentando te fazer lembrar de tudo que a gente viveu e de que era eu que tava do teu lado até cê chegar aqui, mas nada adiantava, a tua cabeça já tinha subido e tudo que cê queria era beber com os amigos, beijar meia dúzia de mulheres e se gabar em ceninhas ridículas de como tava me machucando e eu ainda tava aqui chorando por você. Eu tava chata chorando pelos cantos, olhando os nossos porta-retratos espalhados pela sala. Eu tava chata quando a cada filme que eu via na tv eu chorava filme todo e ficava lembrando de como você era bom no começo e me perguntava cadê aquele cara que eu conheci. Quando eu te mandava mensagem dizendo que tava com saudade e você fingia que não tinha visto, dava uma desculpa pra não ter respondido.

Eu fui obrigada a ir embora de uma vez por que eu tava cansada de dar murro em ponta de faca, tava cansada de me machucar ali. Tava cansada de sofrer tanto e ainda ter que ficar me explicando, dando satisfações ou te ouvindo reclamar, ainda tendo que pedir desculpas. Desculpa pelo que? por você ser um canalha que só tá me machucando?

Pois é, eu chorei, eu me humilhei, eu rastejei até implorei, mas eu levantei. Eu venci. Eu fui embora da tua vida e comecei a pensar em mim, foi meio na marra , mas foi melhor assim. Eu fui me amar a descobri muitas coisas em mim mesmo, inclusive que eu sou melhor sem você.

Pois é, agora cê tá sozinho. Quando cê chega em casa os lençóis da cama não estão mais arrumados por que era eu que arrumava. O teu café não tá na mesa bem forte e sem açúcar como você gostava por que era eu que acordava um pouco mais cedo só pra prepara – lo pra te agradar. Quando cê chega do serviço o jogo não tá mais gravado por que era eu que gravava pra você poder ver quando chegar por que eu sabia que cê ia querer ver o timão jogar. Cê não tem mais os pezinhos te esquentando no meio da noite, te abraçando bem forte pra te proteger do frio. Ver filme colado, muita pipoca e muita melança que nem a gente fazia. O meu lugar na mesa tá vazio,e eu to começando a fazer falta na tua vida.

Cê se estrepou né moreno, elas não fazem as mesma coisa eu. Elas não cuidam de ti e como eu cuidava. Cê não tem ninguém pra fazer cafuné quando tá triste. Cê não tem ninguém mais pra dançar que nem louco na frente de tv, cantar mais desafinados que sei lá o que e depois ir comer um sanduíche. Quando cê chega em casa cê tá sozinho. Eu disse que uma hora a vida de balada ia cansar, uma hora a tua bebida e mulheres ia perder a graça e você ia voltar pra casa e querer os teus pezinhos quentinhos de novo. Mas você não me ouviu.

Foi você quem escolheu assim. Eu não fui embora da tua vida por que eu queria mas sim por que você me obrigou. Eu não tive escolha.  Você não pensou em como eu tava me sentindo e nem o que tava me machucando em toda a merda que cê tava fazendo eu não importava mais pra você.

Eu espero que você não tente chorar pra me convencer por que só vai doer mais em você quando eu te mandar sair por aquela porta. Vai embora. Eu não sei qual é a desculpa que pretende me dar mas eu nem quero ouvir. Não quero ouvir nada que saia da tua boca. Cê largou a mulher que teve do teu lado a vida inteira quando tava no topo, agora aprende a viver sem ela.

Não, não me interessa quantas vezes você cê chorou a noite, não me interessa o filme que lembrou de mim, o meu lugar vazio na mesa que você chora todas as tardes quando vê ou a foto nossa que achou jogada por aí. Você tocou tudo isso fora. Então agora aprende a conviver com a dor que você mesmo criou e com a dor que eu senti quando você me deixou e em cada boca que eu via cê passar. Fria? não, nem um pouco, só que agora eu to pensando mais em mim. É a lei do retorno.

Desculpa meu menino

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Me desculpa moreno, eu nunca quis ser assim. Eu nunca quis ser essa pessoa. Eu acho tudo isso tão feio, eu detesto detesto de verdade. E detesto pensar que eu fui assim um dia. Hoje entendi.

Literalmente hoje, não é um tempo verbal. Hoje eu ouvi palavras que me fizeram entender o tamanho de tudo que eu fiz, mesmo não querendo fazer nada. Com o meu exagero, o meu descontrole, eu tava te perdendo e te sufocando cada vez mais. Você tava se afastando, e eu nem tava percebendo. Eu achava que tava te cuidando, mas na verdade, eu tava te perdendo.

Hoje eu entendi, o quanto eu te prendi, como eu te controlava, queria controlar tudo o que fazia ou o que sentia. Queria controlar as pessoas que chegavam até a ti ou a tua maneira de trata – las. Eu não te deixava respirar, eu pedi tanto liberdade pra você, e presa na minha liberdade, eu fui corroendo a tua e não percebi que você tava se perdendo de você mesmo, e que eu era a culpada disso. 

Me desculpa meu menino, me desculpa ter sido tão ematura ao ponto de fazer uma coisa dessas contigo. Me desculpa por nunca ter parado pra te ouvir, apesar de você ter me ouvido tanto, todo esse tempo. Me desculpa por não te dar a liberdade de ser você mesmo. Por não te compreender, como você fazia comigo. Me desculpa por não ter conseguido te fazer feliz. Me desculpa meu menino, de coração . . .

Hoje eu sei. Que eu devia ter te ouvido mais, te deixado voar. Hoje eu vejo que eu devia ter entendido tua dor. Me desculpa por ter sido tão ematura a ponto de não te dar e melhor, como eu sempre disse que daria. A ponto de não te fazer ver a cor do mundo lá fora por que te prendia no meu mundo aqui dentro.

Eu sei moreno, que eu não devia ter feito o que eu fiz. Que eu deveria ter aceitado mais.  Que eu deveria ter cedido mais, como eu sempre disse que o amor era, ceder.

Eu sempre disse que no amor, a gente tinha que aprender a se encaixar um pouquinho um no outro. Que ela devia um dia topar ir no parque andar de bicicleta, correr, mesmo que detestasse exercício físico, mas por que ela sabia que ia deixar ele feliz. Ele pegaria um dia da semana pelo menos pra comer umas besteiras como ela gosta, por que ele sabia que ia deixar ela feliz. Eu sempre disse que o amor era saber ceder de vez em quando, mas eu não soube praticar o que eu dizia. Me desculpa meu menino, me desculpa.

Hoje eu sei, que devia ter te ouvido. Relevado. Te compreendido. Você nunca me deu motivo pra fazer aquelas coisas. Você só pensava diferente, e eu não soube aceitar. Hoje eu sei que eu devia ter confiado em ti quando dizia que me amava e que nada ia acontecer, e deixado você ser como era. Eu devia confiar em ti, assim como você sempre confiou em mim. Hoje eu sei que eu devia ter te aceitado do que jeito que você é. Te compreendido.

Hoje eu entendo o quanto eu fiz, mesmo que eu só quisesse te fazer o bem, acabei fazendo mal. Me desculpa meu menino.  Me desculpa ter entendido isso só quando eu perdi tudo que tinha. Me desculpa.

Eu nunca quis ser assim. É horrível. Eu nunca quis ser assim. Eu vou mudar. Eu vou me esforçar pra melhorar a cada dia, não por ti ou por nós, mas pra mim. Pras minhas palavras aprenderem a condizer com as minhas atitudes.

Entre os erros e tropeços que nós cometemos, eu sei que esse foi o meu, me desculpe meu menino.

Eu vou mudar, pra que no futuro, eu possa ser a mulher que eu sempre quis ser. A mulher que eu sempre quis pra mim.

Pra que um dia se talvez a gente se encontrar por aí, eu possa me apresentar novamente. – Prazer, eu sou a mulher que eu sempre admirei.